domingo, 19 de abril de 2009

NOSSA CULTURA MIMA OS ADOLESCENTES

Nossa cultura mima os adolescentes – é o título da Entrevista publicada em Carta na Escola com a psicanalista, Maria Rita Kehl. Segue para reflexão alguns trechos.


"o professor precisa aprender a valorizar seu capital intelectual, que não tem preço..."


1 – sobre conflitos existentes dentro da escola.

"... tenho impressão que a escola negociou demais. (...) Acho que houve um mal-entendido, lá pelos anos 60. Não que não tenha sido importante ter tido uma abertura e uma mudança curricular depois dessa década, já que a escola não podia ficar rígida e fechada como era antes. Mas o que tornou a escola um pouco sem sentido, para os alunos e professores, é que se negociou demais. E isso não é culpa da escola, mas é fruto de uma cultura que mima a criança e o adolescente, principalmente o adolescente. Ele é a fatia privilegiada do mercado, é o consumidor por excelência, porque está sempre mudando. (...) Então, os professores não sabem mais o que estão ensinando, porque eles estão ensinando coisas que seus alunos não querem aprender. Mas a escola sempre foi obrigação e pouca gente ia para ela porque adorava. E essa pergunta: "Para que serve aprender isso, para que serve aprender aquilo?", também era feita. Mudanças curriculares podem ser importantes, mas eu acho que, se a escola negocia demais sua posição, que é de formadora de socialização, mais do que de conhecimento, fica muito difícil sustentar-se diante do aluno, porque o professor passa a não ver mais sentido no que faz, porque, se a televisão é importante, se os videogames são interessantes e qualquer site ensina mais do que uma aula, para que serve a escola?"


2 – sobre o papel preponderante da escola: seria de formadora da socialização?
"Eu ainda acho que a escola é um aprendizado de convívio civilizado, da negociação de interesses e reconhecimento de quem se deve respeitar e como respeitar. Conheci uma escola pública de São Paulo no ano passado, chamada Amorim Lima e fiquei impressionada porque é uma escola que, de um jeito muito progressista, nada rígido ou conservador, não negocia determinadas coisas. Criou um ambiente regrado, que para os alunos é um alívio. Não são regras rígidas, porque na conversa que tive eles disseram: "A gente sabe dessas regras, porque nós as escrevemos no mural". Quer dizer, eles criaram um modo de convívio que mantém o papel educativo formador da escola e leva em consideração que os alunos, hoje em dia, não são robôs aterrorizados com medo de palmatória e de ir à sala do diretor. E acho que isso é uma questão para os pais também. O que é que sustenta o exercício da autoridade em uma sociedade tão aberta e democrática como a nossa? É diferente um professor que exerce a autoridade em nome da ordem, de Deus e das tradições, como acontecia nas escolas antigamente."


3 – sobre autoridade do professor.
"O professor não está escorado por todos esses pilares de mármore, felizmente não está, mas, ao mesmo tempo, ele tem uma posição de autoridade. Eu acho que a minha geração sofreu muito com a ditadura e ficou com horror do autoritarismo, passando a fazer uma confusão entre autoridade e autoritarismo. O autoritarismo é totalmente arbitrário, desmedido, punitivo e cruel. Autoridade é o exercício de uma diferença de posição que tem a ver com gerações, pais e filhos, professores e alunos, e que se exerce para, a partir daí, ter o que negociar. Porque, se não, é a desmoralização da escola. O filme do João Jardim, Pro Dia Nascer Feliz, é muito impressionante, porque vemos a diferença de postura. Mesmo em escolas públicas muito pobres há alguns professores que acreditam no que estão fazendo e seguem alguma coisa e outros que negociam tudo. No filme havia uma escola do Rio que tinha um aluno que estava totalmente fora dela e o pessoal continuava negociando com ele. É aí que a escola perde a "borda". É aquele medo de não perder o aluno e com isso se perde a escola toda."


4 – sobre sociedade de consumo e a questão do consumo em sala de aula.
"Nunca esteve tão forte como ideologia. Não sei se estamos no auge do consumismo, mas sob o aspecto da ideologia, da crença profunda de que você vale o quanto você consome, essa crença é muito arraigada." / "Se pensarmos o que é a tradição do intelectual, que é mais europeia do que brasileira, ele não é, necessariamente, um cara que está no topo econômico da sociedade. O intelectual é alguém que, de certa forma, se considera elite, na medida em que tem um patrimônio cultural valiosíssimo. Por isso acho que seria muito interessante que os professores se apropriassem desse valor, de que eles são detentores de um patrimônio cultural que não tem preço. E é isso que eles vão transmitir. Porque ouço que muitos alunos dizem: "Você é um zé-mané que não ganha nem para trocar de carro, e quer mandar em mim?", principalmente em escolas particulares. Se o professor tiver engolido essa crença que ele vale pelo que pode comprar, sairá arrasado de um confronto desses. Agora, se ele puder dizer: "O que eu tenho você vai ter de suar muito para obter e posso te transmitir se você aprender a me respeitar", é outra história."


5 – sobre excesso de negociação e aprendizagem prazerosa.
"...a revolução dos anos 60, que, se teve um lado muito interessante, teve um outro que se tornou completamente indulgente em relação às crianças e jovens. Lembro de um livro do Gramsci, Literatura e Vida Nacional, no qual ele faz um elogio da escola, muito engraçado e antigo para nós, dizendo: "A escola nos ensina coisas que vão ser úteis para o resto de nossas vidas, como, por exemplo, ficar sentado quatro horas ouvindo sobre um assunto". Quer dizer, tem algo que é precioso na escola, que é se concentrar, prestar atenção e acompanhar um raciocínio longo. Eu briguei muito em uma escola em que meu filho estudava, porque eles não davam livros para os alunos do Ensino Médio. Eu questionava porque eles não davam a oportunidade de eles lerem livros e eles diziam que os alunos não eram capazes de acompanhar. Mas é a escola que tem de torná-los capazes de acompanhar, quer dizer, se a escola vem com esse paternalismo de que é difícil demais para eles, eles não serão capazes de acompanhar mesmo. E isso começou com esse processo, demasiado, de negociação.

6 - sobre campanhas antidrogas, legalização e tráfico.

A primeira coisa que me vem é um artigo do Eugênio Bucci, no qual ele diz: "O que vale uma campanha contra as drogas se todo o resto da publicidade é a favor das drogas?" Aí você pensa que nunca viu publicidade de cocaína e maconha. Não, mas todas as publicidades dirigidas aos jovens fazem apologia do "barato" e depois vem uma dizendo, em 30 segundos, "droga não". Há uma de vodca, por exemplo, onde se vê uma paisagem cinzenta e através da garrafa a paisagem se transformava numa praia maravilhosa. Ou então, o cara come uma pastilha e flutua. Tudo é brincadeira, sem dúvida, mas é uma permanente convocação ao "barato". E, como a gente se acomoda rapidamente, a dose deve ser aumentada, a dose do "barato" e da imagem do "barato". E depois vai dizer que é para não se drogar? A sociedade está convocando o jovem a viver "de barato" permanentemente. Ele veste um tênis e pula, como se ele tivesse usado LSD. É tudo muito divertido, pensando friamente. Mas o convite que a sociedade de consumo faz ao jovem é o do mercado do "barato". Então, eu sou a favor de legalizar, mesmo porque se legalizar vai morrer menos gente de overdose do que morre de efeito colateral da violência do tráfico. O problema principal social do País hoje é o tráfico de drogas. E, certamente, quem tem menos interesse na legalização das drogas, hoje em dia, são os chefes do tráfico.
FONTE:
http://www.cartanaescola.com.br/edicoes/34/nossa-cultura-mima-os-adolescentes



quarta-feira, 8 de abril de 2009

Neo e Sócrates

Por que as personagens do filme afirmam que Neo é "o escolhido"? Por que eles estão seguros de que ele será capaz de realizar o combate final e vencer a Matrix?

Porque ele era um pirata eletrônico, isto é, alguém capaz de invadir programas, decifrar códigos e mensagens, mas, sobretudo porque ele também era um criador de programas de realidade virtual, um perito capaz de rivalizar com a própria Matrix e competir com ela. Por ter um poder semelhante ao dela, Neo sempre desconfiou que a realidade não era exatamente tal como se apresentava. Sempre teve duvidas sobre a realidade percebida e secretamente questionava o que era a Matrix. Essa interrogação o levou a vasculhar os circuitos internos da maquina (tanto assim que começou a ser perseguido por ela como alguém perigoso) e foram suas incursões secretas que o fizeram ser descoberto por Morfeu.
Por que Sócrates é considerado o "patrono da Filosofia"? Porque jamais se contentou com as opiniões estabelecidas, com os preconceitos de sua sociedade, com as crenças inquestionadas de seus conterrâneos. Ele costumava dizer que era impelido por um espírito interior (como Morfeu instigando Neo) que o levava a desconfiar das aparências e procurar a realidade verdadeira de todas as coisas. Sócrates andava pelas ruas de Atenas fazendo aos atenienses algumas perguntas: "O que é isso em que você acredita?", "O que é isso que você esta dizendo?", "O que é isso que você esta fazendo?". Os atenienses achavam por exemplo, que sabiam o que era justiça. Sócrates lhes fazia perguntas de tal maneira sobre a justiça, embaraçados e confusos, chegavam a conclusão de que não sabiam o que ela significava. Os atenienses acreditavam que sabiam o que era coragem. Com suas perguntas incansáveis, Sócrates os fazia concluir que não sabiam o que significava a coragem. Os atenienses acreditavam também que sabiam o que eram a bondade, a beleza, a verdade, mas um prolongado dialogo com Sócrates os fazia perceber que não sabiam o que era aquilo que acreditavam.
A pergunta "O que é?" era o questionamento sobre a realidade essencial e profunda de uma coisa para alem das aparências e contra as aparências. Com essa pergunta, Sócrates levava os atenienses a descobrir a diferença entre parecer e ser, entre mera crença ou opinião e verdade.
Sócrates era filho de uma parteira. Ele dizia que sua mãe ajudava o nascimento dos corpos e que ele também era um parteiro, mas não de corpos e sim de almas. Assim como sua mãe lidava com a matrix corporal, ele lidava com a matrix mental, auxiliando as mentes a libertar-se das aparências e buscar a verdade.
Como os de Neo, os combates socráticos eram também combates mentais ou de pensamentos. E enfureceram de tal maneira os poderosos de Atenas que Sócrates foi condenado a morte, acusado de espalhar duvidas sobre as idéias e os valores atenienses, corrompendo a juventude.
O paralelo entre Neo e Sócrates não se encontra apenas no fato de que ambos são instigados por "espíritos" que os fazem desconfiar das aparências nem apenas pelo encontro com um oráculo e o "Conhece-te a ti mesmo" e nem apenas porque ambos lidam com matrizes. Podemos encontrá-lo também ao comparar a trajetória de Neo até o combate final no interior da Matrix e em uma das mais celebres e famosas passagens de um escrito de um discípulo de Sócrates, o filósofo Platão. Essa passagem encontra-se numa obra intitulada A Republica e chama-se "O mito da caverna".

domingo, 5 de abril de 2009

Momento Cult ...--> Monólogo das Mãos

Monólogo das Mãos

de Ghiaroni


Para que servem as mãos?
As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder,
ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar,
confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar,
acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir,
reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......
As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau,
salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não
matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos
gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos
vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os
outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e
o carrasco, a corda; o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir; o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.
Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor
ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões; os remédios
e os venenos; os bálsamos e os instrumentos de tortura,
a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas
protegemos a vista para ver melhor.
Os olhos dos cegos são as mãos.
As mãos na agulheta do submarino levam o homem
para o fundo como os peixes; no volante da aeronave
atiram-nos para as alturas como os pássaros.
O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro
prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça,
a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.
A mão aberta,acariciando, mostra a bondade; fechada
e levantada mostra a força e o poder; empunha a espada
a pena e a cruz!
Modela os mármores e os bronzes; da cor às telas
e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia
nas formas eternas da beleza.
Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta
os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão
de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento
de felicidade.
O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com a s mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as
mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica,
ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
E as mãos dos amigos nos conduzem...
E as mãos dos coveiros nos enterram!

domingo, 22 de março de 2009

Momento Cult. --> Epitáfio

Epitáfio

Titãs

Composição: Sérgio Britto

Devia ter amado mais

Ter chorado mais

Ter visto o sol nascer

Devia ter arriscado mais

E até errado mais

Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado

As pessoas como elas são

Cada um sabe alegria

E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar distraído

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos

Trabalhado menos

Ter visto o sol se pôr

Devia ter me importado menos

Com problemas pequenos

Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado

A vida como ela é

A cada um cabe alegrias

E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar distraído

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos

Trabalhado menos

Ter visto o sol se pôr...



segunda-feira, 9 de março de 2009

Obama suspende restrições a pesquisas com células-tronco

O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira o fim de várias restrições para pesquisas com células-tronco feitas com verbas federais.
"Milagres médicos não acontecem simplesmente por acidente", disse ele ao fazer o anúncio que representa uma grande mudança na política americana.
O ex-presidente George W Bush tinha bloqueado o uso de qualquer verba federal para pesquisas com linhagens de células-tronco criadas depois de 9 de agosto de 2001.
Analistas afirmam que a decisão de Obama também pode levar o Congresso americano a suspender uma outra proibição, a de gastar o dinheiro de impostos para criar embriões.

Clonagem humana

"Não posso garantir que encontraremos os tratamentos e as curas que procuramos", disse Obama.
"Mas prometo que vamos procurá-los, ativamente, com responsabilidade e com a urgência necessária para compensar o terreno perdido", disse ele, se referindo ao ator e ativista em defesa do uso de células-tronco, Christopher Reeve.
Obama ordenou que órgãos de saúde formulem, dentro de 120 dias, diretrizes sobre como as pesquisas federais devem proceder sobre células-tronco que são produzidas em laboratórios privados.
Mas Obama disse que não permitirá que a pesquisa com células-tronco estude a clonagem humana que, segundo ele, "não tem espaço na nossa ou qualquer sociedade".

Polêmica ética

A proibição, conhecida como Emenda Dickey-Wicker, existe desde 1996 e é renovada todo ano pelo Congresso.
Células-tronco são células com a capacidade de se transformarem em outro tipo de célula humana, células de ossos, músculos ou nervosas, por exemplo.
Um embrião pode fornecer um estoque sem limites destas células. Mas o uso de células-tronco de embriões humanos em pesquisas é um assunto polêmico e alguns ativistas acreditam que isto não seria ético.
Cientistas afirmam que estas pesquisas podem levar a grandes avanços médicos, mas muitos grupos religiosos são contra.
A prática de criar embriões é rotineira em clínicas particulares, mas a proibição vigente nos Estados Unidos coloca obstáculos para pesquisas federais até mesmo antes das restrições impostas por Bush, o que obrigou os cientistas a usar embriões que sobraram de tratamentos de fertilização.
A proibição do uso de verbas federais significava que cientistas eram obrigados a separar qualquer pesquisa de células-tronco com verbas particulares de suas atividades financiadas pelo governo.

Interferência política

Correspondentes afirmam que a mudança é parte de um compromisso de Barack Obama, de deixar claro que seu governo quer que a pesquisa científica fique livre de interferências políticas.
Obama deixou claro durante sua campanha presidencial que, se eleito, iria reverter a decisão do governo Bush, que vetou duas vezes as tentativas do Congresso de suspender a proibição.
"Acredito que as restrições impostas pelo presidente Bush para o financiamento de pesquisas com células tronco de embriões humanos algemaram nossos cientistas e prejudicaram nossa capacidade de competir com outros países", disse Obama durante a campanha.
O presidente George W. Bush e outros conservadores argumentavam que os embriões são vivos, humanos, e por isso não deveriam ser destruídos.
De acordo com o correspondente da BBC em Washington Kevin Connolly, assim como Bush, Obama tem crenças cristãs profundas, mas prefere definir a questão nos termos de restaurar a integridade científica ao governo.
Em uma entrevista à BBC em janeiro, Robert Evans, pastor e estudioso de bioética, afirmou que será contra qualquer medida que permite o uso de verbas federais para novas linhagens de células-tronco.
"O que (a medida) indica é que foi negado ao embrião humano o direito à vida", disse.


Máquina de lavar fez mais pela mulher do que a pílula, diz Vaticano

Máquina de lavar fez mais pela mulher do que a pílula, diz Vaticano

Publicidade da Reuters, na Cidade do Vaticano

O jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", publicou artigo neste fim de semana no qual afirma que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século 20 do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho. A declaração faz parte de um artigo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

O artigo, intitulado "A Máquina de lavar e a liberação das mulheres --ponha detergente, feche a tampa e relaxe".

"O que no século 20 fez mais para liberar as mulheres ocidentais?", questiona o artigo, escrito por uma mulher. "O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns [dizem que] o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar."

O texto então conta a história da máquina de lavar, desde um modelo rudimentar de 1767 na Alemanha, até os modernos equipamentos com os quais a mulher pode tomar um capuccino com as amigas enquanto a roupa é lavada.

O artigo cita as palavras da feminista americana Betty Friedan, que, em 1963, descreveu "o momento sublime de poder trocar a roupa de cama duas vezes por semana em vez de uma só".

Segundo o texto, embora os primeiros modelos fossem caros e pouco confiáveis, a tecnologia evoluiu a tal ponto que há agora "a imagem da super mulher, sorrindo, maquiada e radiante entre os equipamentos de sua casa".


domingo, 8 de março de 2009

Pensando bem ...


 


 

Qual a sua opinião /ideia sobre o envolvimento da Igreja no debate sobre o aborto?


 

Igreja x aborto

Os recentes debates sobre os limites da lei para casos de aborto tem sido marcados pela forte participação da Igreja Católica, que combate a prática como uma agressão contra o direito à vida.
A posição da Igreja é alvo de críticas de setores da sociedade que defendem a abordagem do assunto como um tema de saúde pública e liberdade individual.
Nos últimos dias, causou polêmica no Brasil a decisão do arcebispo de Olinda e Recife de excomungar a mãe, os médicos e todos os outros envolvidos no aborto realizado em uma menina de nove anos que havia engravidado. Segundo a polícia, o padrasto confessou ter abusado sexualmente da menina.
E você, o que pensa sobre a participação da Igreja Católica no debate sobre o aborto? Envie sua opinião / ideia e participe do debate!


 

segunda-feira, 2 de março de 2009

Faça um teste para saber como anda a sua disposição para fazer sexo

Responda com sinceridade as questões abaixo: 

1. Você faz sexo, na maioria das vezes, quando brota desejo:
a) em você
b) em ambos
c) no(a) seu (sua) parceiro(a)
d) não sei informar

2. O que faz você desistir de sexo?

a) depende
b) precisa ser algo muito forte mesmo
c) basta um pequeno empecilho
d) não sei informar

3. Se você percebe certa "insinuação" de seu (sua) parceiro(a), dando a entender que quer sexo, isso lhe provoca:

a) expectativa boa
b) ânimo
c) empenho para não decepcionar
d) nenhuma das anteriores

4. Se, por alguma razão, aquela relação "anunciada" não vai mais acontecer, isso lhe causa:

a) inquietação
b) mau humor
c) decepção
d) nenhuma das anteriores

5. Das alternativas abaixo, assinale qual delas SEMPRE faz parte do seu ato sexual:

a) beijos entusiasmados
b) perda da noção do tempo
c) sensação de prazer
d) nenhuma das anteriores

6. Durante o ato sexual você geralmente reage com:

a) algum entusiasmo desde o começo
b) muito entusiasmo desde o começo
c) algum entusiasmo quase no final
d) sem entusiasmo

7. As suas sensações mais freqüentes, após o ato sexual são:

a) vontade de ficar junto
b) realização
c) relaxamento
d) nenhuma das anteriores

8. O que você mais teme no relacionamento sexual:

a) apegar-se ao(à) parceiro(a)
b) depender do sexo com aquela pessoa
c) envolver-se afetivamente
d) nada temo

Resultado:

 
 

Pontue suas respostas:

letra a - 2 pontos
letra b - 3 pontos
letra c - 1 ponto
letra d - 0 ponto

Agora some e confira o resultado:

De 0 a 8 - Você normalmente faz sexo sem vontade.
De 9 a 15 - Para você, só precisa começar o sexo para que a vontade apareça...
De 16 a 24 - Quando você faz sexo, é porque está com vontade MESMO!


(*Teste elaborado pela psiquiatra Carmita Abdo do Hospital das Clínicas/USP)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

P/ Refletir --> Msg de Ano 2009

Um pouco mais sobre Hamilton Naki  


 

A notícia recebida nas correspondências do Brasilmedicina

Hamilton Naki, um sul-africano negro, de 78 anos, morreu no final de maio. A notícia não rendeu manchetes, mas a história dele é uma das mais extraordinárias do século 20. "The Economist" contou-a em seu obituário desta semana. Naki era um grande cirurgião. Foi ele quem retirou do corpo da doadora o coração transplantado para o peito de Louis Washkanky, em dezembro de 1967,na cidade do Cabo, na África do Sul, na primeira operação de transplante cardíaco humano bem-sucedida. É um trabalho delicadíssimo. O coração doado tem de ser retirado e preservado com o máximo cuidado. Naki era talvez o segundo homem mais importante na equipe que fez o primeiro transplante cardíaco da história. Mas não podia aparecer porque era negro no país do apartheid.O cirurgião-chefe do grupo, o branco Christian Barnard, tornou-se uma celebridade instantânea.
Mas Hamilton Naki não podia nem sair nas fotografias da equipe. Quando apareceu numa, por descuido, o hospital informou que era um faxineiro. Naki usava jaleco e máscara, mas jamais estudara medicina ou cirurgia. Tinha largado a escola aos 14 anos. Era jardineiro na Escola de Medicina da Cidade do Cabo. Mas aprendia depressa e era curioso. Tornou-se o faz-tudo na clínica cirúrgica da escola, onde os médicos brancos treinavam as técnicas de transplante em cães e porcos. Começou limpando os chiqueiros. Aprendeu cirurgia assistindo experiências com animais. Tornou-se um cirurgião excepcional, a tal ponto que Barnard requisitou-o para sua equipe. Era uma quebra das leis sul-africanas. Naki, negro, não podia operar pacientes nem tocar no sangue de brancos. Mas o hospital abriu uma exceção para ele. Virou um cirurgião, mas clandestino. Era o melhor, dava aulas aos estudantes brancos, mas ganhava salário de técnico de laboratório, o máximo que o hospital podia pagar a um negro. Vivia num barraco sem luz elétrica nem água corrente, num gueto da periferia. Depois que o apartheid acabou, ganhou uma condecoração e um diploma de médico honorário. Ele nunca reclamou das injustiças que sofreu durante toda a vida.
O obituário de Hamilton Naki - retificação
O racismo continua fazendo vítimas. Ao divulgar uma bela história com um final feliz, retratando a dura vida de um simples negro, jardineiro e auxiliar de laboratório em cirurgia experimental, mas com grande habilidade cirúrgica, imaginava estar divulgando que a justiça tarda, mas chega. Ledo engano. O Sr Hamilton Naki não havia colaborado diretamente no primeiro transplante. Seria contra lei vigente na África do Sul um negro participar de um evento desta importância.
A versão inicial no obituário divulgado do Sr Naki é que ele retirou em 3 de dezembro de 1967 o coração da doadora branca, Sra. Denise Darvall. Esta história era fantástica e até então desconhecida. Foi publicada com grande destaque por importantes jornais, como o inglês The Economist e americano The New York Times (NYT). Revistas médicas de grande impacto científico, como o The British Journal of Medicine (BMJ) e o The Lancet, também noticiaram. A morte do Sr. Naki ocorrida em 29 de maio, ganhava manchete no início de junho. A Internet encarregou-se de reproduzir o tema: era um professor sem formação acadêmica tradicional e exímio cirurgião, até então desconhecido devido ao regime de discriminação racial institucionalizado. 
Em poucas semanas autoridades do Groote Schuur Hospital declararam que o Sr. Naki não participou do transplante nem em outras cirurgias (em seres humanos - brancos? - pergunto), exceto em seu trabalho com animais. As publicações foram vinculadas de junho a outubro em vários órgãos e pela internet (
www.economist.com. /world/ africa &
www.em.wikipedia.org/ wiki). Tanto Chris Logan, autor de uma bibliografia sobre Christiaan Barnard, bem como David M. Dent, reitor da Faculdade de Cape Town desmentiram as informações iniciais do BMJ (www. bmj.bmjjournals ). Em todas estas publicações a habilidade cirúrgica Sr. Naki é lembrada. O Sr. Naki aposentou-se com salário de jardineiro em 1991 e o fim do apartheid veio apenas em 1994, com a eleição de Nelson Mandela. O reconhecimento ao seu trabalho, por entidades estatais Sul-Africanas veio através da Ordem Nacional de Mapungubwe somente em 2002 e finalmente o título de Médico Honorário pela Universidade de Cape Town em 2003.

A história oficial é que o coração da doadora foi removido Marius Barnard, irmão de Christiaan Barnard, e por Terry O´Donavan. O Sr. Naki, por não ser médico e por ser negro, não poderia ter participado da cirurgia. Uma pessoa próxima ao Sr. Naki certa vez perguntou quando ele tinha ouvido falar pela primeira vez sobre o transplante, no que ele respondeu: "... através do radio...". Especula-se que em função de sua idade teria apresentado posteriormente a versão fantasiosa. Ao final a estória tornou-se plausível ao restante do mundo, porém, a mesma estória era tão inverossímil e ridícula no entender da Universidade de Cape Town que não houve preocupação em desmentir, pois não era história, era uma fantasia.
Talvez um dia possamos contar novas histórias em que o preconceito ou racismo sejam vencidos em um mundo melhor. Havia uma grande vontade que um herói africano fosse transformado em um mito, pois o Sr. Naki tinha chegado bem mais longe que a maioria imaginara para aquele simples homem negro. Em pesquisa no Google, utilizando-se das palavras "hamilton naki" em 10 de dezembro, encontrei 10500 referencias e pelo Yahoo encontrei 1970. Cristhiaan Barnard sofria de artrite reumatóide e se aposentou em 1983, dezesseis anos após o seu famoso transplante. Barnard era adversário do apartheid e admirava Sr.Naki, seu fiel e tenaz colaborador. Morreu na ilha de Cyprus, em setembro de 2001, com os mesmos 78 anos vividos pelo Sr. Naki. Em 1993 admitira em entrevista que "se dada oportunidade" o Sr Naki poderia ter sido "melhor cirurgião do que eu". Sabemos que durante uma cirurgia complexa há necessidade de um harmonioso trabalho de equipe. Durante o regime do apartheid qualquer ajuda de um negro, sem educação formal, a um homem branco seria um eterno segredo. Não há dúvida da ajuda prestada pelo Sr. Naki a Barnard, porém a natureza desta ajuda é desconhecida. O estagio e as limitações impostas pela grave doença reumatológica de Barnard também são desconhecidas. 
Ao terminar este novo texto lamento triplamente. É triste que as sombras do racismo façam com que negros e brancos contem a mesma narrativa de modo tão distinto, cada um suspeitando dos motivos do outro. É triste que um homem considerado, por negros e brancos, tão maravilhoso como o Sr.. Naki tenha sido tema de discussão, dando-se mais importância ao que ele não foi. Finalmente a morte do Sr. Naki me trás à lembrança da busca por um mundo melhor, tão bem representada na musica Imagine de John Lennon.
Minhas preces à alma do jardineiro Hamilton Naki, que deixou as flores do hospital, os animais do laboratório e passou a freqüentar, para sempre, o debate entre portadores de diplomas. Luis Fernando Veríssimo no O Globo escreveu que o tempo geralmente destrói os mitos, mas a história às vezes os salva. Salve a estória vivida ou talvez sonhada por Hamilton Naki, este simples grande homem negro. Um herói com certeza, mas quem sabe um dia será um mito, nem que seja em nossos sonhos.
Alfredo Guarischi é Presidente da Comissão de Câncer do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
13 de dezembro de 2005.

Veículo: 
Aliança Cooperativista Nacional - Unimed e Correspondências Brasilmedicina


 

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Olá pessoal,

O amigo que nos enviou este arquivo mencionou um filme sobre Hamilton
e disse que é fantástico emocionante "Quase Deuses". Nunca havia
ouvido falar de Hamilton antes, deve ser uma lição de vida que vale a
pena assistir!

SAUDAÇÕES!

domingo, 28 de dezembro de 2008

"Pensando bem" ...

Lembre-se: informação não é conhecimento; conhecimento não é sabedoria; sabedoria não é verdade; verdade não é beleza; beleza não é amor; amor não é música; pensar é o que há de melhor.”RM

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

Momento Cult - Letra "A Canção Do Senhor Da Guerra"

Existe alguém
Esperando por você
Que vai comprar
A sua juventude
E convencê-lo a vencer...

Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente
Que a guerra gera empregos
Aumenta a produção...

Uma guerra sempre avança
A tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Prá que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros
Na exportação...

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer...

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra...

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação...

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer...

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer...

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra...

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação...

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer...

O senhor da guerra
Não gosta de crianças...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Momento Cult - Humanos podem sentir 'cheiro de medo', diz estudo


04 de dezembro, 2008 - 09h05 GMT (07h05 Brasília)

Humanos podem sentir 'cheiro de medo', diz estudo

É possível sentir o "cheiro do medo", segundo um estudo da Stony Brook University, nos Estados Unidos, cujo resultado foi publicado nesta semana pela revista New Scientist.

O estudo pediu a 40 voluntários que estavam prestes a saltar de um avião em queda livre (no esporte sky diving), que colocassem um absorvente em suas axilas, para recolher o suor durante a queda. Estas amostras de suor "de medo" foram colocadas em nebulizadores junto a amostras "neutras". Foi pedido a outros voluntários que cheirassem essas amostras, enquanto seus cérebros eram observados em um exame de ressonância magnética.

Segundo a autora do estudo, Lilianne Mujica-Parodi, as partes do cérebro relativas ao medo, a amígdala e o hipotálamo, apresentaram maior atividade quando os voluntários sentiram o cheiro de suor dos sky divers.
Os autores não disseram aos voluntários qual era o objetivo da pesquisa, para não influenciá-los.
Não está claro se os voluntários que sentiram o cheiro realmente sentiram medo, mas para Mujica-Parodi, o fato de o "circuito do medo" no cérebro ter respondido ao cheiro "indica que pode haver um componente biológico escondido na dinâmica social humana, na qual o estresse emocional é, literalmente, 'contagioso'".
Já foi observada nos animais a capacidade de "passar mensagens" – como de perigo ou disponibilidade sexual - através de odores, mas ainda se discute se os humanos também têm essa habilidade.
Outras pesquisas já procuraram demonstrar que era possível identificar o "cheiro do medo" no suor de pessoas que tivessem assistido a filmes de terror, mas há dúvidas sobre os resultados.
Alguns críticos afirmam que os estudos não levaram em conta o quão diferente as pessoas reagem a filmes de terror. Eles também tendiam a usar questionários que poderiam influenciar as respostas, com perguntas como se o suor tinha cheiro de alguém que estava feliz, com raiva, ou com medo.
A pesquisa da Stony Brook University foi financiada pela DARPA, o braço de pesquisa do Exército americano, o que chegou a levantar suspeitas de que os militares poderiam estar tentando desenvolver uma arma que espalhasse o pânico nos inimigos, mas o Exército nega qualquer intenção neste sentido, segundo a News Scientist.
Segundo o psiquiatra Simon Wessely, do Centro de Pesquisa Militar de Saúde do King's College, em Londres, e consultor de saúde para o Exército britânico, a idéia é cientificamente implausível.
Ele lembra que estudos anteriores mostram que, para o medo ser efetivo, o contexto é crucial. "Você pode gerar os sintomas físicos do medo, mas as pessoas não necessariamente vão se sentir apavoradas", diz ele.

domingo, 23 de novembro de 2008

Enem 2008 – Notícia do Jornal Agora

Os estudantes gaúchos atingiram média de 45,06 pontos na prova objetiva e 62,57 na redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2008), deixando o Rio Grande do Sul em primeiro lugar diante dos demais Estados da Federação. Os alunos superaram a média nacional, que neste ano ficou em 41,69 pontos na prova objetiva e 59,35 pontos na redação. Segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep/MEC), 2,9 milhões de estudantes prestaram a prova este ano. No Estado, participaram 156 mil jovens. O exame avalia conhecimentos gerais e de redação de alunos do 3º ano do Ensino Médio e egressos de anos anteriores, por adesão.

O Rio Grande do Sul também obteve a melhor média entre as redes públicas nas provas dos concluintes, registrando 42,12 pontos na nota combinada das duas provas. A rede privada gaúcha fica na 10ª colocação, com média de 53,42 pontos. Na combinação da média entre as redes, o Estado atinge a segunda posição, com média de 43,42. Apesar dessa diferença entre as pontuações, o RS é um dos estados que tem menor diferença entre as notas dos estudantes das escolas públicas e particulares, com variação de 26,83% entre as médias.

Para a secretária estadual da Educação, Mariza Abreu, foi uma satisfação receber a notícia do primeiro lugar nos resultados do Enem deste ano, no entanto, alerta para a necessidade de preocupação com os resultados dos alunos do Ensino Fundamental, que têm caído nos últimos anos. "Daqui a um tempo, são esses estudantes que estarão realizando as provas do Ensino Médio. É por isso que precisamos recuperar a qualidade da educação, para que o Estado continue mantendo esses bons resultados", declarou.

De acordo com a coordenadora da 18ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Glacy Canary, os resultados do Enem por cidades devem ser enviados pelo MEC na próxima semana.

O desempenho dos estudantes brasileiros melhorou na redação e piorou na prova objetiva nesta edição do Enem. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), nas questões objetivas, a média caiu de 51,52, em 2007, para 41,69, neste ano. Na redação, o resultado cresceu de 55,99 para 59,35. A consulta dos candidatos ao boletim individual do Enem estará disponível no site do Inep (www.enem.inep.gov.br). Os estudantes receberão os boletins de desempenho da avaliação pelos Correios.


 


 


 

domingo, 16 de novembro de 2008

Exercício para texto o que é Refllexão?




O que é reflexão?

Reflexão significa movimento de volta sobre si mesmo ou movimento de retorno a si mesmo. A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo, interrogando a si mesmo.
A reflexão filosófica é radical porque é um movimento de volta do pensamento sobre si mesmo para conhecer-se a si mesmo, para indagar como é possível o próprio pensamento.
Não somos, porém, somente seres pensantes. Somos também seres que agem no mundo, que se relacionam com os outros seres humanos, com os animais, as plantas, as coisas, os fatos e acontecimentos, e exprimimos essas relações tanto por meio da linguagem quanto por meio de gestos e ações.
A reflexão filosófica também se volta para essas relações que mantemos com a realidade circundante, para o que dizemos e para as ações que realizamos nessas relações.
A reflexão filosófica organiza-se em torno de três grandes conjuntos de perguntas ou questões:
1. Por que pensamos o que pensamos, dizemos o que dizemos e fazemos o que fazemos? Isto é, quais os motivos, as razões e as causas para pensarmos o que pensamos, dizermos o que dizemos, fazermos o que fazemos?
2. O que queremos pensar quando pensamos, o que queremos dizer quando falamos, o que queremos fazer quando agimos? Isto é, qual é o conteúdo ou o sentido do que pensamos, dizemos ou fazemos?
3. Para que pensamos o que pensamos, dizemos o que dizemos, fazemos o que fazemos? Isto é, qual é a intenção ou a finalidade do que pensamos, dizemos e fazemos?
Essas três questões podem ser resumidas em: O que é pensar, falar e agir? E elas pressupõem a seguinte pergunta: Nossas crenças cotidianas são ou não um saber verdadeiro, um conhecimento?
Como vimos, a atitude filosófica inicia-se indagando: O que é? Como é? Por que é?, dirigindo-se ao mundo que nos rodeia e aos seres humanos que nele vivem e com ele se relacionam.
São perguntas sobre a essência, a significação ou a estrutura e a origem de todas as coisas.
Já a reflexão filosófica indaga: Por quê?, O quê?, Para quê?, dirigindo-se ao pensamento, aos seres humanos no ato da reflexão. São perguntas sobre a capacidade e a finalidade humanas para conhecer e agir.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Para quem tem coragem de refletir .... Pós reunião kkk

Vale a pena ler ... Recebi através de e-mail
Criando um monstro
O que pode criar um monstro?
O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada?
Será que é índole?
Talvez, a mídia?
A influência da televisão?
A situação social da violência?
Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: 'ela não quis falar comigo'. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.
Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram. Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas... Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.
Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Estética uma disciplina filosófica

Cotidianamente observamos e mesmo utilizamos o termo estética em expressões como estética facial, corporal, senso estético, decoração estética; ou para designar formas históricas do fazer artístico como estética do Barroco, estética renascentista etc.Este uso impreciso causa algumas dificuldades para compreendermos a Estética como disciplina filosófica, mas indica o caráter dinâmico do objeto investigado por este campo da filosofia.

A filosofia da arte ou Estética (há autores que estabelecem uma sutil diferenciação entre estes termos, que não trataremos aqui) é a investigação de diversos vetores relacionados à arte: as formas artísticas, o trabalho artístico, a obra de arte, o processo de criação, a relação entre matéria e forma, a relação com a sociedade, com a política e com a ética.
Nestes 25 séculos de existência da Filosofia destacam-se dois grandes momentos de teorização da arte: primeiro das artes como poética, ou seja, das artes como fabricação humana de coisas e gestos; e, segundo, as artes sob a forma da estética, como criação de uma obra movida pela faculdade de sentir. O primeiro momento foi inaugurado por Platão e Aristóteles e o segundo ocorre a partir do século XVIII.
Compreensão da arte
O termo estética é a tradução do vocábulo grego “aesthesis”, que significa compreensão pelos sentidos, experiência, sensibilidade. Inicialmente o pensador alemão Baumgarten usava a palavra Estética para designar o estudo das obras de arte criadas pela sensibilidade com a finalidade de “concretizar” o Belo.
Mas qual a diferença entre os dois grandes impulsos teóricos - o antigo e o moderno - acerca da arte? Resposta: o que difere é a compreensão do que é arte.
Para os gregos, a arte é técnica, ou seja, é qualquer atividade humana que obedece a um conjunto de regras. Portanto, a medicina é arte, a política é arte, a lógica é arte etc.Aristóteles chega inclusive a separar a ação (práxis) de fabricação (poiesis). Assim, política e ética são ciências da ação e as artes atividades de fabricação.
Sabemos que a sociedade grega clássica despreza o trabalho manual, conseqüentemente é estabelecida uma hierarquia entre as artes que é mantida até o século XV: as artes liberais (gramática, retórica, lógica, aritmética, geometria, astronomia e música) dignas do homem livre, são superiores às artes mecânicas (medicina, arquitetura, agricultura, pintura, escultura, olaria, tecelagem etc), próprias do trabalho manual.
A partir da Renascença há um intenso movimento de valorização das artes mecânicas que culmina no final do século XVIII, como a distinção entre as artes cuja finalidade é serem úteis (medicina, agricultura, culinária, artesanato) e as artes cujo fim é a criação da beleza (pintura, escultura, arquitetura, poesia, música, teatro, dança), que conhecemos como as belas-artes.
Arte contemporânea
A Estética, como investigação filosófica nos séculos XVIII e XIX, considera a arte como composta de três vértices: o artista, como o gênio criador; a obra, receptáculo da Beleza e o público que julga e avalia o objetivo artístico verificando se o artista realizou ou não a Beleza, valor universal que não precisa ser demonstrado, inferido, provado.
A partir do século XX, as artes passam a ser pensadas para além das fronteiras do Belo. Arte não é mais apenas a produção da beleza, mas é forma de expressão de emoções e desejos, forma de interpretar e criticar a realidade, atividade criadora de procedimentos novos para a invenção de objetivos artísticos etc. Em nossa era, a Estética aproxima-se da idéia da arte como trabalho, e não como sensibilidade genial e contemplação.
Podemos então, resumidamente, perceber três momentos históricos de compreensão diferenciada da arte.
Primeiras a arte e a técnica se confundem e não está, inexoravelmente, vinculada à Beleza – qualquer atividade humana é techné em Platão e essa técnica se subdividirá em práxis e poiesis, em Aristóteles.
Segundo, a reflexão sobre a produção artística passa a se denominar Estética, vinculando-se etimologicamente arte a sensibilidade. Desta perspectiva, a arte não é apenas técnica e sim uma forma autônoma de criação do Belo por parte do artista genial, a ser julgada por todos que a contemplem.
Terceiro, a arte contemporânea reata de forma renovada a arte à técnica, ou mais precisamente, à tecnologia e o fazer artístico passa a ter várias outras finalidades além de manifestar a Beleza.
A Estética ou Filosofia da Arte analisa ainda a relação entre arte e natureza, arte e humano e finalidade-funções da arte. Esta conversa, no entanto, fica para uma próxima vez.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Bioética - Uma ciência preocupada com a vida.

A Bioética é uma ciênda nova. Tem 30 anos. Teve início na década de 70, quando se começou a ver que o avanço das tecnologias necessitava de um acompanhamento ético, sobretudo as biociências. Criou-se o termo bioética, justamente para que possamos fazer com que estas ciências relacionadas à vida, às tecnologias, possam servir ao ser humano, ajudá-lo no seu processo de humanização. Hoje, o termo bioética abrange toda a preocupação voltada à vida, mas também alcançando seres não vivos, numa visão da criação toda.
Há um pluralismo muito grande dentro da Bioética e o consenso mal está começando a se fazer. Por que pluralismo? Porque as mais diferentes ciências são interpeladas e começam a responder aos desafios da Bioética. Aparecem também profissionais, os mais diversos, tendo que se pronunciar sobre as questões de Bioética, seja do nascer, seja do morrer, seja das questões de saúde ou de engenharia genética, ou até ambientais. E por isso há uma diversidade de posições, que nem sempre formam um real consenso.
A Bioética tem a dizer aos jovens que a vida vale a pena e ela é tão bonita que nós não queremos cuidar dela pela metade, ou uma parte. Porque eu não sou feliz se cuido só de um pedaço de mim. Eu quero ser feliz por inteiro, e quero, no seu todo, crescer. Hoje, segundo os avanços da Bioética, isto significa pensar também no social, no ambiental, sendo a ecologia uma das preocupações. Temos que pensar no ser humano por inteiro para ser feliz, não numa dimensão apenas.
Conteúdo da Bioética
A Bioética se ocupa do nascer, do morrer, mas também do percurso que se faz entre o nascer e o morrer. E aí ela se preocupa com a qualidade da vida existente. Com relação ao nascer, entram todas as questões relacionadas ao início da vida: quando é que começa a vida? Podemos intervir no nascimento? Aí entram todas as correntes abortistas, as tecnologias relativas ao genoma humano, engenharia genética. Será que podemos mexer no embrião humano? Podemos utilizar as células dos primeiros dias? São células chamadas tronco, e por isso serviriam muito bem para formar, desenvolver tecidos e órgãos em laboratório, para reposição de órgãos no ser humano, transplantes. Há toda uma gama de interrogações.
A ética cristã, que dá sua colaboração grande para a Bioética, diz que desde o primeiro instante da fecundação estamos diante de um ser humano, com direito à vida. Portanto, diz não ao aborto em qualquer estágio, e não à utilização de células tronco do embrião humano.
Quanto ao fim da vida, a bioética tem se ocupado com as seguintes questões: quando é que realmente termina a vida? como acompanhar o final da vida do ser humano? No passado a gente pensava que era parada respiratória. Depois a gente viu que é quando o coração pára. Hoje a gente se dá conta de que é quando o cérebro pára. Uma outra questão bioética que está aparecendo quanto ao final da vida é a eutanásia. Por que não, diante de uma situação de doença crônica e de dores, deixar aplicar ao paciente uma dosagem para que morra logo? Na verdade, aí entra a contribuição cristã. A Bioética diz que nunca temos que abreviar a vida de alguém, no sentido de uma eutanásia, uma ação premeditada abreviando a vida, mas preservá-la, dando os tratamentos básicos, podendo dar alguma dose de remédio para aliviar a dor, mas nunca para matar. Nunca se suspende o tratamento básico. Mas também não vai se estender, entubando a pessoa, quando já morreu. Dá-se o tratamento proporcional à situação da pessoa. E quando a morte vai chegando, devemos deixar a vida seguir o seu curso, dando tratamento básico, e respeitando esse momento da morte que chega, com presença humana e espiritual à pessoa doente.
Qualidade de vida
Entre o nascer e o morrer, a Bioética se ocupa também da qualidade da vida existente: o cotidiano
da vida das pessoas. A Bioétíca vai olhar e vai dar uma atenção especial à saúde, habitação, segurança, emprego, educação. E aí a Bioética analisa o sistema social, a questão política e econômica. Chega a rastrear, então, todas as disparidades sociais existentes em nosso país, que faz com que poucos tenham muito e muitos tenham quase nada ou muito pouco, o que é um atentado à vida destas pessoas, à qualidade de suas vidas.
Qualidade de vida não é só ter coisas. Muitos pensam que é ter, é prazer, é se entregar ao consumismo desenfreado. Na verdade, qualidade de vida é sustentar a vida humana, mesmo com o necessário, porém com qualidade do material necessário para viver dignamente; com afeto das relações humanas, de pessoas que se querem bem; com o espiritual, que já é básico na nossa vida; com a saúde, educação, equilíbrio das diferentes dimensões do ser humano.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Horário de Verão 2008/2009

Período de vigência: 00h de 19/10/2008 até 00h de 15/02/2009, conforme decreto n° 6.558 de 08/09/2008.

Tabela com Horário de Verão

Estados e Ilhas

Referência

        

ao Tempo Universal Coordenado (UTC)

à hora de Brasília

ACRE

 -4 00

 -2 00

ALAGOAS

 -3 00

 -1 00

AMAPÁ

-3 00

-1 00

AMAZONAS  

-4 00

-2 00 

BAHIA

-3 00

-1 00

CEARÁ

-3 00

-1 00

ESPIRITO SANTO

 -2 00

 0 00

GOIÁS

 -2 00

 0 00

ILHAS:
Arquipélago de São Pedro e São Paulo
Atol das Rocas
Fernando de Noronha
Martin Vaz
Trindade

 -2 00

 0 00

MARANHÃO

 -3 00

 -1 00

MATO GROSSO E MATO GROSSO DO SUL

 -3 00

 -1 00

MINAS GERAIS

 -2 00

 0 00

PARÁ  

  -3 00

   -1 00

PARAÍBA

 -3 00

 -1 00

PARANÁ

 -2 00

 0 00

PERNAMBUCO

 -3 00

 -1 00

PIAUÍ

 -3 00

 -1 00

RIO DE JANEIRO

 -2 00

 0 00

RIO GRANDE DO NORTE

 -3 00

 -1 00

RIO GRANDE DO SUL

 -2 00

 0 00

RONDÔNIA

 -4 00

 -2 00

RORAIMA

 -4 00

 -2 00

SÃO PAULO

 -2 00

 0 00

SERGIPE

 -3 00

 -1 00

SANTA CATARINA

 -2 00

 0 00

TOCANTINS

-3 00

-1 00

UTC - 4 horas 

UTC - 3 horas

UTC - 2 horas 

Como Proceder para Ajustar os Relógios

Lista dos Estados

O decreto 6.558 determina os estados em que vigorará a Hora de Verão.

Início do Horário de Verão

Nesses Estados, na passagem de sábado para o terceiro domingo de outubro, às 00:00 ( zero hora ) os relógios deverão ser adiantados de 1 hora, ou seja: deverão ser alterados para 01:00 ( uma hora ) da manhã de domingo.

Término do Horário de Verão

Nesses Estados, na passagem de sábado para o terceiro domingo de fevereiro, às 00:00 ( zero hora ) os relógios deverão ser atrasados de 1 hora, ou seja: deverão ser alterados para 23:00 ( vinte e três horas ) de sábado.
Obs.: No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término da hora de verão e o domingo de carnaval, o encerramento da hora de verão dar-se-á no domingo seguinte.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dever e obrigação

Dever e obrigação

O que é um dever e o que é uma obrigação?

Muitas vezes, na diferenciação de termos sinônimos conseguimos entender temas de muita profundidade. Um desses casos diz respeito aos termos "dever e obrigação". São sinônimos? Sim, pois têm significados parecidos: tanto um quanto o outro são "regras impostas" à vontade ". Mas, qual a diferença de significado? Vejamos:


Quadro de esclarecimento de sinônimos

Semelhanças entre elas

Palavras sinônimas

Diferenças entre elas



Ambas são regras impostas à sociedade

Dever

O dever é uma regra imposta pela razão, pela consciência.

Obrigação

A obrigação é uma regra imposta pela lei, com as competentes punições


A partir desses esclarecimentos, podemos perguntar:

  1. Um aluno presta atenção à aula por dever ou por obrigação?

Resposta?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A Política

Ao decidir fazer algo, o ser humano deve levar em conta seus interesses. O interesse é o objetivo que a decisão poderá alcançar. Por exemplo: quando alguém decide estudar, acredita que, com um nível mais alto de conhecimento, poderá conseguir uma ascensão, seja profissional, social ou interior. Esse mesmo alguém prefere o estudo ao analfabetismo. Estão implicados nesta ação o interesse em ascender e a decisão de se alfabetizar. Em filosofia, isso é o que chamamos de valor. Todo ato humano está fundamentado em determinados valores, em determinados interesses; para dizer de outra maneira, sempre que fazemos alguma coisa, temos em mente algum objetivo a ser alcançado com aquela ação.
Até aqui, a discussão se fez em um nível particular. A discussão sobre a orientação das ações humanas em caráter particular é chamada de ética; é ela quem pode nos ensinar a bem conduzir nossas vidas. Mas, quando alguém procura conduzir a um público maior seu interesse e sua decisão, a fim de que esse público se engaje, ele está exercendo aquilo que denominamos de política. Se a ética é a reflexão sobre a fundamentação dos atos humanos em sua particularidade - isto é, no que diz respeito à vida privada de cada indivíduo -, a política é a reflexão sobre os atos humanos que se cometem em sociedade, na vida pública. O engajamento do público se dará pelos interesses que estiverem em jogo.
Portanto, política é a tomada de decisões que visem objetivar interesses que irão refletir na coletividade. Deve ficar claro para você que ética e política devem sempre andar juntas, pois, se vivemos em sociedade, é muito difícil distinguir se determinadas ações quê fazemos terão conseqüências apenas privadas ou se estenderão para outras pessoas, na esfera pública. Apenas um exemplo: se alguém decide estudar para conseguir certa ascensão social, isso não diz respeito apenas a essa pessoa; para a coletividade, faz muita diferenca tomar parte dela um indivíduo analfabeto ou um indivíduo bem formado.
No momento em que se fala sobre política, logo vem à mente o governo. Faz-se a relação de que fazer política é governar. Se pensarmos assim, apenas poucas pessoas "fazem política". Mas será que, de fato, a política é apenas exercida na esfera do governo?
Também se faia muito que vivemos sob a forma de governo chamada democracia. Abrimos um jornal ou uma revista e lá está essa palavra esta.mpada. Na televisão e no rádio também se diz muito sobre ela. Mas que coisa é essa? O que é a democracia? Você já pensou a respeito?

  • Por que muitas políticas consideram a filosofia perigosa?
  • Por que muitas filósofias consideram a política perigosa?
  • O conceito pejorativo de política identificado a "politicagem", muitas vezes se deve à não separação entre o público e o privado. Explique.